Nasci em Belém do Pará, no meio do século 20, em 1950. Durante os 14 anos em que vivi lá, sempre acompanhava meu pai pelo interior da amazônia de hidroavião, de canoa, de barco a motor, pelos igarapés, rios e florestas, convivendo com índios, caboclos e americanos, em acampamentos flutuantes ao lado dos rústicos poços de petróleo, espalhados em pontos bem distantes da Floresta Amazonica

 

 Jogava golfe nas pistas de DC3 [ avião bimotor ] ao lado dos acampamentos flutuantes, andava  pela floresta, nadava nos igarapés, deixando-me levar pela correnteza, capturava insetos que levava  para meus trabalhos de ciências da escola, devidamente identificados em uma caixa de várias gavetas com tampos de vidro.

As vezes  à noite, a tempestade fazia o avião pousar em campos de futebol para esperar a calmaria... Fora o espetáculo dos peixes pulando para fora da superficie da água antes da chuva... Os indios ao redor ja pediam dolares para os técnicos americanos, que espantados e excitados, documentavam tudo. Lá comecei a entender o nada, e a observar tudo.

 
As frestas de luz que rasgavam a escuridão embaixo das copas das árvores, faziam sombras nas folhas balançando teias de aranhas que brilhavam com as gotículas d’água da última chuva. Chuva que levava as formigas, os besouros e gafanhotos a correr de um lado pro outro, mudando seus ovos de lugar, para protegê-los da água. Os pássaros voavam para reconstruir seus ninhos.

 

Ao cair da noite, os ruídos e as sombras feitas pelo fogo das velas, das fogueiras, e pela luz da lua (sem interferência da poluição) nas folhas, na terra e na água, estimularam minha curiosidade pelo acaso, pelo irracional, pelo novo, pelo lúdico, pelo absurdo, pelo poder das imagens com suas inúmeras interpretações.

E claro , pelo DNA alterado...

I was born in  Belém do Pará, and I always accompanied my father to the interior of Amazonia, whether it be by hydroplane, by canoe, or motorboat throughout the igarapés,, rivers and Fforests, living alongside Indians, both caboclos and americans, in floating campsites next to rustic oil wells in very distant points spread throughout the Amazon forest.

 

I Played golf ay airplanes airport in yhe jungle, I walked in the  floresta, swam, letting myself flow with the currents and captured insects for my science assignments at school. It was here that I became conscious of the "nothing". The openings of light that tore and split the darkness below the treetops, cast shadows on the leaves.

 

Swinging spiderwebs that shone with the raindrops from the most recent shower - rain that caused the ants, beetles and grasshoppers to run from one side to the other, moving their eggs so as to protect them from the water. The birds that flew to rebuild their nests and at nightfall; the sounds, noises and shadows cast by the flames of candles, fires and the light of the moon (without interference of pollution) on the leaves, the ground and on the water, stimulated my curiosity for the "by chance", the "irrational", the "new", the "playful", the "absurd" and the power of images with their innumerable interpretations.

And of course, because of their altered DNA.

 

 

 

 

 

LeViNdO C